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quinta-feira, 29 de maio de 2014

0 Fatos marcantes do mundo nos clik's da GEO

De pernas para o ar em meio a montanhas


Um menino planta uma bananeira para impressionar um grupo de meninas que admiram sua acrobacia em um prado alpino no chamado "Corredor de Wakhan", na província de Badakhshan, no nordeste do Afeganistão. esta é uma das áreas mais pobres e remotas do país: grande parte da região, habitada principalmente por nômades, só é acessível a cavalo ou por meio de longas caminhadas que podem durar dias. O fotógrafo Jason P. Howe registrou a cena e inscreveu a foto no concurso "Foto do Ano da UNICeF", do qual se originam as imagens das duas primeiras páginas.

Negócio tóxico


Em Acra, a capital de Gana, na África, um garoto joga uma TV descartada no chão para conseguir tirar os componentes de metal de seu interior e vendê-los. Na favela local de "Sodoma e Gomorra" - nome baseado nas cidades bíblicas do pecado - o lixo eletrônico dos países industrializados é uma importante fonte de renda. Kai Löffelbein registrou a cena. Quando as crianças desmontam os aparelhos, derretendo uma parte e queimando a outra, elas entram em contato com substâncias tóxicas, como chumbo e selênio e seus vapores, sem nenhuma proteção.

No país da escassez 


Pequenos órfãos cantam na aula de música em uma creche na cidade de Hoju, na Coreia do Norte, fotografadas por Jürgen Escher. Graças à ajuda humanitária alimentar estrangeira, esses meninos e meninas têm o suficiente para comer. Muitas outras crianças nortecoreanas não passam tão bem, pois o país é assolado por uma terrível epidemia de fome: uma em cada três crianças com menos de cinco anos é cronicamente subnutrida. Sem a ajuda externa, a situação seria muito mais grave. A Coreia do Norte é governada por uma ditadura que isolou o país do resto do mundo.

Fenômenos polares



Cientistas desvendam os últimos enigmas da formação das luzes polares.


As luzes, ou auroras polares, brilham quase sempre, embora em geral sejam fracas demais para serem observadas a olho nu. Só ocasionalmente elas se transformam, em poucos segundos, naqueles espetaculares fenômenos luminosos que parecem cobrir o céu com "cortinas vaporosas de luz".

As luzes coloridas aparecem quando elétrons colidem com átomos e moléculas de gás na alta atmosfera. Os pesquisadores acreditavam já ter desvendado há tempos, de onde os "elétrons celestiais" tiravam a energia necessária para desenvolverem uma "velocidade turbinada": segundo sua teoria, com os elétrons e núcleos de hidrogênio que o formam, o chamado vento solar levaria o campo magnético do Sol até a Terra. Nesse processo, as linhas do campo magnético solar se conectariam às terrestres - no lado diurno do nosso planeta -, separando-se de novo a uma distância entre 100.000 e 200.000 quilômetros da Terra, para se unir novamente entre si. Essa interação libera energia em forma de "ondas de Alfvén", que aceleram a viagem dos elétrons do vento solar rumo à Terra, eletrizando as luzes polares até o ponto da visibilidade a olho nu.

Mas essa explicação apresentava um problema: de acordo com a teoria da Física, as ondas de Alfvén, que transportam as partículas do vento solar, são lentas demais. Para percorrer os 100 mil quilômetros mínimos, elas teriam de gastar cerca de quatro minutos desde o seu ponto de partida até a Terra - mas as medições mostraram que o "modo turbo" da luz polar já é acionado pouco menos de um minuto depois que as linhas do campo magnético se reconectam de novo.

Agora, cálculos simulados realizados por Michael Shay, da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, sugerem que, além das ondas de Alfvén "normais", provavelmente também se formam as chamadas "ondas cinéticas de Alfvén" (KAW, na sigla em alemão): elas transportam os elétrons muito mais rapidamente até a atmosfera terrestre do que as ondas de Alfvén comuns. Como em uma tempestade, primeiro o raio atinge a Terra e só depois se escuta o som do trovão.



Fonte (referência):

GEOSCÓPIO. 2012. Texto publicado na revista GEO. Disponível em: <http://revistageo.uol.com.br/cultura-expedicoes/35/artigo255831-1.asp>. Acesso em: 12 ago. 2012.

1 Beleza incomparável (NATUREZA)

Quando o inverno termina, a natureza desperta mais bela do que tudo


Silenciosamente, as primeiras folhas e flores aparecem; pássaros, insetos e mamíferos saem de seus esconderijos. Entre a última neve e a profusão de cores do início do verão, a flora e a fauna da Europa passam por uma fantástica transformação.

Sujeitinho colorido 

Bombycilla garrulus
As cores vivas da plumagem dos picoteiros ou tagarelas (Bombycilla garrulus) brilham como arautos da primavera na natureza branca, ainda congelada, do fim do inverno. Em geral, essas aves permanecem em seus habitats nórdicos mesmo nos mais rigorosos invernos, mas se as bagas de sua principal fonte de alimentação - a sorveira (Sorbus aucuparia) - começarem a rarear, algumas populações migram para o sul. 

Exibição de força alpina

Capra ibex
No Parque Nacional Gran Paradiso, na Itália, três cabras-alpinas (Capra ibex) duelam para medir suas forças. Os troncudos machos chegam a pesar até 100 quilos e seus chifres podem alcançar um metro de comprimento. Enquanto na primavera as fêmeas e seus filhotes vivem em rebanhos de até vinte animais, os machos percorrem as montanhas isoladamente ou em pequenos grupos solitários.

Chocar e roubar

Acrocephalus
Na época de nidificação das aves em um ninho de uma toutinegra (Acrocephalus) – foi visto essa fêmea de cuco-canoro (Cuculus canorus) depositou seu ovinho no ninho estranho e, para compensar, roubou um ovo da toutinegra.

Beleza oculta

Saitis barbipes
Somente a macrofotografia revela a beleza desta aranha saltadora- de-patas-barbadas (Saitis barbipes): na vida real, essa criatura nativa da região do Mediterrâneo, mede apenas meio centímetro. A foto mostra esse machinho em meados de maio durante a higiene pessoal: o pequeno aracnídeo está limpando seu terceiro par de patas, mais longas, que usa para atrair fêmeas dispostas a se acasalar.

Sob controle 

Calopterygidae
Esta libélula da família Calopterygidae está depositando seus ovos em um pedaço de madeira submersa em um rio na Eslovênia. A fêmea acaba de se acasalar - o macho ainda paira no ar acima dela, pronto para repelir outros concorrentes.

Expedição de caça

Meles meles
Um texugo-europeu (Meles meles) perambula pela neblina matutina na montanha Schauinsland, perto de Freiburg, na Alemanha. Os tímidos mustelídeos constroem suas tocas na floresta, mas preferem prados e pastos como territórios de caça. Ali eles se alimentam de plantas, insetos e até ratos - mas suas presas favoritas são as minhocas-gigantes (Lumbricus badensis), endêmicas da região da Floresta Negra, no sudoeste da Alemanha, e que atingem até 60 centímetros de comprimento.

Leves como o ar 

Enallagma cyathigerum
 Os holandeses chamam as libelinhas-comuns ou cavalinhos-do-diabo (Enallagma cyathigerum) de "farejadores d'água", porque elas voam muito perto da água ao caçarem. A imagem apresenta os insetos em um pântano na Holanda.

Parnassius apollo
Quando o verão anuncia a chegada, das primeiras borboletas-apolo (Parnassius apollo) voam pelas montanhas da Europa.

Cores da luz

Gladiolus
Em abril, coloridos tapetes de flores cobrem as ilhas do Mediterrâneo. Aqui, uma gladíola-silvestre do gênero Gladiolus, na ilha de Minorca.

Orchis itálica
A orquídea-italiana (Orchis itálica) ocasionalmente já floresce em fevereiro. Na Inglaterra, a forma de sua flor lhe rendeu o apelido de "naked man orchid" ("orquídea homem nu").



Fonte (referência):

APÓS o frio. 2012. Publicado pela revista GEO. Disponível em: <http://revistageo.uol.com.br/cultura-expedicoes/35/artigo255838-1.as?>. Acesso em: 14 jul. 2012.
 

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