quinta-feira, 29 de maio de 2014

0 Grande descoberta no mundo microscópico

Pesquisadores utilizam as propriedades piezoelétricas do vírus bacteriófago M13 para produzir energia elétrica a partir da energia mecânica


Uma novidade recentemente descoberta por cientistas da universidade norte-americana de Berkeley e publicada na Nature Nanotechnology: eles conseguiram converter energia mecânica em energia elétrica a partir de um vírus inofensivo ao ser humano.

Os pesquisadores criaram um gerador capaz que produzir uma corrente necessária para iluminar um pequeno ecrã LCD, que funciona pressionando com o dedo um elétrodo do tamanho de um selo de correios. O botão a ser pressionado encontra-se coberto por uma fina camada de vírus que foram desenhados para conseguir esse efeito e que o mesmo converta a força aplicada em uma carga elétrica.

Trata-se de um primeiro gerador que produz eletricidade mediante o aproveitamento das propriedades piezoelétricas de um material biológico. A piezoeletricidade é a capacidade que um sólido tem de acumular cargas de energia elétrica como resposta a uma carga de energia mecânica (o que ocorre em um toca-discos).

No entanto, os cientistas afirmam que há necessidade de maiores observações. Mesmo assim, este trabalho é um grande passo para desenvolver geradores pessoais que poderão ser utilizados em nano-dispositivos dentre outros mecanismos que se baseiam na eletrônica de vírus, conclui Seung-Wuk Lee, cientista da Universidade de Berkeley, professor de Bioengenharia e diretor desta investigação.

VÍRUS M13


Os cientistas utilizaram o vírus bacteriófago M13, que costuma atacar somente as bactérias sendo assim, inofensivo ao ser humano. Lembrando que por ser um vírus o mesmo possui o tipo de reprodução assexuada - podem chegar a milhões em poucos instantes garantindo assim um fornecimento de propriedades constante. Sem contar na grande facilidade de manipulá-lo geneticamente.

Através de um campo elétrico em ação numa película de vírus M13 e observações feitas com um microscópio, os pesquisadores descobriram se o organismo era piezoelétrico. Nas observações puderam notar que as proteínas helicoidais - que envolvem os vírus - se retorciam e giravam, ocasionando um sinal do efeito piezoelétrico. Com isso, melhoraram esse sistema, ou seja, empilharam películas compostas de camadas individuais de vírus. Obtiveram assim, uma pilha de 20 camadas de espessura que apresentou um maior efeito piezoelétrico.

Feito isso, vendo o bom desempenho do estudo os cientistas criaram condições especificas para que os vírus já modificados geneticamente se organizassem sozinhos numa película de camadas múltiplas, que posteriormente se intercalaria entre dois eletrodos, conectados por um cabo a um ecrã LCD.

Quando foi aplicada a pressão sobre o gerador, produziram uma significante quantidade de energia elétrica chegando a um máximo de seis nano amperes de corrente e 400 milivolts de potência. Os investigadores não querem parar por aí: agora eles vão tentar melhorar esta técnica para obter grandes quantidades de energia. Esses vírus tão pequenininhos e tão surpreendentes...



Fonte (referência):

VÍRUS inofensivo pode gerar energia elétrica. 2012. Disponível em: <http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54166&op=all>. Acesso em: 09 jun. 2012.

1 Genética comportamental

Estudos divulgado pelo CISA revela que fatores genéticos podem influenciar no consumo nocivo de álcool


A hereditariedade para o comportamento de beber, bem como para o abuso e a dependência, é complexa e indica o envolvimento de múltiplos genes, cada um contribuindo para aspectos distintos. A base genética relacionada a este comportamento, em humanos, ainda é pouco conhecida, apesar de sua importância clínica e social.

As diferenças no consumo de bebidas alcoólicas são um reflexo da grande variabilidade do estilo de vida, comportamento e normas sociais que influenciam o ato de beber. Além disso, cerca de 40% dos riscos de desenvolver um transtorno relacionado ao uso de álcool (abuso ou dependência) podem ser explicados pela genética. Sabe-se também que a influência dos fatores genéticos sobre o uso de álcool aumenta gradualmente à medida que os indivíduos envelhecem.

imagem Com base nesse contexto, pesquisadores buscaram identificar os mecanismos genéticos associados ao consumo de álcool. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences divulgado pelo CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, analisou a associação entre o genoma de 26.316 pessoas, provenientes de 12 populações de descendência européia, e o consumo individual de álcool (gramas por dia e peso corporal). A mesma análise foi replicada em outros 21.607 consumidores de bebida alcoólica.

Os resultados apontam que o gene AUTS2 esteve significativamente associado ao consumo de álcool.  Dos dois alelos – versões ou formas alternativas do mesmo gene – do AUTS2, um é três vezes mais comum do que o outro, sendo que os indivíduos com a forma menos comum bebem em média 5,5% menos álcool do que as pessoas com a forma mais comum. O AUTS2 foi localizado no córtex pré-frontal de 96 amostras humanas (post mortem), região do cérebro associada aos mecanismos de recompensa neurofisiológicas.

Em seguida, foram realizados estudos funcionais em modelos animais. Em camundongos que apresentavam um consumo voluntário de álcool alto, os níveis de AUTS2 também eram elevados. Sendo assim, o estudo identificou o gene AUTS2 como potencial regulador da ingestão de álcool.

Embora a função do AUTS2 ainda não seja conhecida, sabe-se que ele está associado a uma proteína primeiramente descrita no contexto do autismo e retardo mental.  Mais recentemente, este mesmo gene foi associado ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que está relacionado a um consumo aumentado de bebidas alcoólicas. Estudos anteriores já haviam mostrado que o AUTS2 está presente em neurônios dopaminérgicos estriatais envolvidos no mecanismo de recompensa e neurônios frontocorticais GABAérgicos e glutamatérgicos, que influenciam a sensibilidade ao álcool e à impulsividade.

A descoberta desse gene com potencial função reguladora no consumo de álcool acrescenta mais uma peça na compreensão dos mecanismos genéticos que influenciam o consumo de bebidas alcoólicas.  O consumo de álcool está associado a mais de 6

O tipos de doenças e lesões e é responsável por 4% das mortes no mundo e 4,5% da carga global de doenças. A morbimortalidade associada ao uso de álcool é causada não só pela dependência, mas, em grande parte, pela quantidade e padrão de uso dessa substância.



Fonte (referência):

Schumanna G, Coin LJ, Elliott P, et al. Estudos divulgados pelo CISA revela que fatores genéticos podem influenciar no consumo nocivo de álcool. PNAS, vol. 108 (17):7119–7124. April 26, 2011.

0 Comportamento Animal

Estudos recentes apontam que os equídeos, nossos queridos cavalos, além de toda elegância, são capazes de reconhecer vozes e rostos


Descobertas interessantes no mundo dos animais são sempre bem-vindas. Um novo estudo britânico publicado na Prodeedings of the Royal Society B, acabou com o mito de que apenas os elefantes têm uma boa memória. Eles descobriram que os cavalos também são capazes de memorizar o som da voz humana e os rostos com quem têm contato frequente.

O reconhecimento de vozes e feições está na base dos comportamentos sociais. Se os animais não fossem capazes de se reconhecerem entre si, não poderiam interagir, segundo os investigadores.

Os cientistas Lean Proops e Karen McComb, da Universidade de Essex realizaram duas experiências distintas. A primeira consistiu em que duas pessoas se colocassem de pé, uma de cada lado de um único cavalo sendo que em um dos lados estaria um possível desconhecido e no outro o próprio domador. Depois de algum tempo, a voz de um dos homens foi difundida pela sala onde estavam sendo feitos os testes. E quando ouvia a voz do conhecido, o cavalo reconhecia facilmente identificando-o pelo rosto.

No entanto, quando ouvia a voz do desconhecido, o cavalo demonstrava um tipo de resistência antes de olhar para o rosto da pessoa estranha. Os investigadores observaram que quando a pessoa se localiza do lado direito, os animais tendem a reagir mais rápido.

Na segunda experiência, duas pessoas conhecidas foram colocadas em cada lado do cavalo. Os pesquisadores queriam observar se o animal seria capaz de conhecer as vozes e os respectivos rostos. Segundo a equipe dos cientistas, o sistema cognitivo de reconhecimento de vozes e rostos esta presente também nos cavalos, defendendo assim a hipótese de que essa característica não é exclusiva dos seres humanos ou dos primatas.

Os cavalos domésticos são modelos ideais para esses estudos, pois possuem uma relação mais próxima do homem, fazendo assim o reconhecimento particular do ser humano levando a essa grande capacidade funcional. Palavras do cientista Lean Proops em comunicado. Contudo, os pesquisadores querem observar se essa capacidade também está presente em cavalos selvagens. 



Fonte (referência):

OS cavalos não esquecem. 2012. Disponível em: <http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54212&op=all>. Acesso em: 08 jun. 2012.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

0 Filhote de zebra com burro nasce em zoológico


Esse herdeiro do cruzamento entre duas espécies diferentes — chamado de zonkey — veio à vida no dia 21 de abril em um zoo mexicano

Talvez muitos ainda não saibam, mas alguns fatos bem bizarros não são raros de ver no dia a dia do reino animal, principalmente quando o assunto é o cruzamento de raças ou espécies diferentes uma da outra.

O zonkey — também conhecido como zebrinny, zebrula ou zedonk — é um bom exemplo disso, sendo o resultado da malandragem de um burro que pulou a cerca e foi pra lua de mel com uma zebra. Além dessa combinação inusitada, também existem outros tipos de cruzamentos que não são raros de encontrar: entre zebras e cavalos ou burros e mulas.

Como tudo aconteceu


Nascido no Reynosa (zoológico localizado no estado de Tamaulipas, México) em 21 de abril desse ano, o filhotão ganhou o nome de Khumba pela equipe que cuida dos animais de lá. De acordo com alguns especialistas no assunto, sua mãe é a zebra Rayas e seu pai é o ilustre burro Ignacio (será que foi em homenagem ao Lula?), que é albino, tem os olhos azuis e mora em uma fazenda próxima do zoo.

De acordo com o zoológico, Rayas costumava dar uma volta no fim da tarde para aliviar a tensão. Porém, com o passar dos dias, notou-se que isso era motivo para ela ir ver o seu pretendido (o garanhão Ignacio) e fazer uma visita íntima em sua cela. Resultado: tiveram um lindo e raro bebê.

Sabe o que é mais impressionante nisso tudo? É que os cromossomos de uma zebra e um burro são incompatíveis. Portanto, um filhote entre eles é algo muito raro no mundo da bicharada.



Fonte (Referência):

PIRES, Rafael Godoy de Almeida. Filhote de zebra com burro nasce em zoológico. 2014. Disponível em: <http://www.megacurioso.com.br/animais/43055-filhote-zebra-burro-zoologico-mexico-reynosa.htm>. Acesso em: 28 maio 2014.

0 Tigre fémea com depressão

Num zoológico da Califórnia, um tigre fêmea teve 3 filhotes, mas como eram prematuros e doentes, morreram logo após o nascimento. O tigre fêmea começou a apresentar sinais de depressão.
Os veterinários sabiam que a perda dos filhotes era a razão do problema, e decidiram tentar arranjar outros filhotinhos para ela criar. Mas depois de indagarem junto de vários jardins zoológicos pelo país afora, não encontraram nenhum tigrezinho disponível. 
Os veterinários decidiram então tentar algo diferente: sabendo que, às vezes, uma fêmea cuida de filhotes de animais de outras espécies, procuraram outros órfãos. Os únicos órfãos que conseguiram localizar foram uns porquinhos. Enrolaram-nos em pele de tigre, e colocaram-nos junto da mamã tigre. O resultado? Vejam as fotos!






Muito fofo não é?


1 10 animais tão grandes que nem parecem de verdade... o que você acha?

Muito interessante o que o site Heavy.com fez, publicou uma lista com alguns animais mega gigantes que já foram flagrados mundo afora. Confira os melhores que achei e fiz essa lista de bichos enormes que as vezes nem parecem de verdade!

Achatina fulica
Mude qualquer concepção sobre caracóis. Na África existe essa espécie, encontrada no leste do continente, que pode chegar a medir até 30 centímetros - para efeito de comparação, os caracóis de jardins, comuns no Brasil, não chegam a ter mais do que 1 centímetro. 

Rhinella marina (antigamente chamado de Bufo marinus)
Você já deve ter ouvido a música infantil, e conhece bem o sapo-cururu. Mas ele não é nada fofinho na vida real. Além de ser extremamente tóxico, essa espécie encontrada na Austrália tem quase um metro e é considerado um perigo para a fauna local. 

Andrias davidianus
Na China há essa espécie de salamandra que, além de ser a maior do mundo, também é bem assustadora. Ela tem 1,80m, 25kg e é quase cega.

Deinacrida heteracantha
Acostumado a ver grilos comendo apenas plantinhas pequenas? Esqueça! Essa espécie que nasce apenas em uma pequena ilha da Nova Zelândia é grande o suficiente para devotar uma cenoura inteira rapidamente.

Crocodylidae
Parece um dinossauro, mas é "só" um crocodilo encontrado nos EUA que mede nada menos do que 6,40m. Isso mesmo, um crocodilo maior que muito carro por aí - e o detalhe é que ele foi caçado por um homem apenas. Confira a matéria!

Oryctolagus cuniculus

Olhe bem para essa foto e perceba: não são dois cachorros. Do lado esquerdo está um coelho da raça Flamish, que incrivelmente come três quilos de vegetais por dia. A espécie é comum na Patagônia, Argentina.

Suidae
Uma tonelada. Não, você não viu errado. Esse porco encontrado nos Estados Unidos é claramente o maior do mundo e, bem, muitas pessoas só olham para ele como bacon para uma vida inteira. Agora, a surpresa. Aquele menino ali na foto, que caçou o animal, tem 11 anos. Isso mesmo, surpreendente, não?

Cricetomys gambianus

Está pensando que é um cão dormindo? Errado! Esse foi um rato encontrado e morto em uma loja de tênis no Bronx, nos Estados Unidos. Com mais de um metro de comprimento, está entre os maiores já vistos.

Lithobates catesbeianus
Essa espécie de rã encontrada em Camarões é realmente enorme: tem mais de um metro de comprimento e tem uma dieta bem balanceada, com pássaros e cobras inclusos no cardápio.

Canis lupus familiaris
Esse é George ao lado de seu dono. Nem precisávamos dizer que ele pesa 111 quilos para que seu tamanho ficasse claro. O cão está no livro dos recordes como o maior de sua espécie e consome nada menos do que 50 quilos de ração canina por mês.


E aí, SURPREENDENTE né?

segunda-feira, 26 de maio de 2014

1 Cana-de-açúcar poderá ganhar programa de melhoramento genético

Agência FAPESP – Os esforços dos últimos anos no Brasil para conhecer melhor o genoma da cana-de-açúcar poderão dar origem, em um futuro próximo, a um programa de melhoramento genético da planta, a exemplo dos já existentes hoje para trigo e milho. 


A avaliação foi feita por Marie-Anne Van Sluys, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), durante uma mesa-redonda sobre “Desenvolvimentos recentes e desafios da pesquisa em bioenergia no Brasil”, realizada na semana passada durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife (PE). 

O encontro também teve a participação de Heitor Cantarella, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), e de Antonio José de Almeida Meirelles, professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento foi coordenado por Glaucia Mendes de Souza, professora do Instituto de Química da USP e membro da coordenação do BIOEN. 

De acordo com dados apresentados por Van Sluys, entre 1961 e 2010 o trigo e o milho – plantas consideradas “primas-irmãs” da cana-de-açúcar – tiveram aumento da eficiência de produção por hectare muito superior ao registrado pela cana. 

Uma das possíveis respostas para justificar essa diferença, de acordo com a pesquisadora, é que o trigo e o milho contam com programas de melhoramento assistido pela genômica que ainda não existem para a cana-de-açúcar. Isso porque ainda se sabe pouco sobre o genoma da gramínea. 

“A construção de um banco de dados contendo informações do genoma da cana-de-açúcar vai nos permitir fazer uma abordagem um pouco mais integrada e chegar a um ponto de melhoramento genético que é utilizado hoje em milho e trigo. No caso da cana, estamos montando essa base de dados a partir do zero”, afirmou. 

Programas de pesquisa 


Segundo Van Sluys, para desenvolver biotecnologia voltada ao melhoramento de cultivares é preciso conhecer e entender muito bem a estrutura biológica da planta. No caso da cana-de-açúcar, esse desafio é ainda maior. 

A planta cultivada hoje é uma variedade híbrida, derivada do cruzamento da espécie Saccharum officinarum com a Saccharum espontaneum, na qual a primeira contribui com a produção de açúcar e a segunda confere à planta vigor e resistência a uma série de pragas agrícolas. 

Diferentemente do que ocorre com os seres humanos, em que a contribuição genética do pai e da mãe para seus filhos é igual – cada um contribui com 50% dos genes –, no caso da cana-de-açúcar a participação genética das duas espécies é desigual. A Saccharum officinarum contribui com, aproximadamente, 75% do genoma da planta, enquanto a Saccharum espontaneum participa com os 25% restantes. 

Além disso, ainda em comparação com os humanos, que têm 23 pares de cromossomos, a planta possui muito mais, além de ter muito mais sequências repetidas de genes em cada um deles. “Os seres humanos têm em torno de 50% do genoma repetido, enquanto a cana-de-açúcar é capaz de ter muito mais, talvez não tanto quanto algumas variedades de milho, entre as quais esse percentual pode ser de 80%”, disse Van Sluys. 

O fato de ser um organismo híbrido, ter um genoma muito grande e com muitas repetições, torna o melhoramento genético da cana-de-açúcar muito desafiador, ressaltou a pesquisadora. 

“Existem várias ações realizadas no Brasil, de pouco mais de dez anos para cá, que estão nos ajudando a estabelecer uma base para tornar a biotecnologia eficiente para aumentar a produtividade da cana-de-açúcar”, disse. 

Entre essas ações estão o Programa BIOEN da FAPESP e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol – um dos INCTs apoiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Estado de São Paulo. 

“Queremos identificar novos caminhos para a manipulação genética do metabolismo de energia de plantas cultivadas, a exemplo do que se faz com o milho”, disse Van Sluys. Nos últimos anos, os pesquisadores participantes do programa começaram a desenvolver um banco de dados para armazenamento de informações do genoma da cana-de-açúcar. 

Quando for concluído, o banco de dados genéticos da cana-de-açúcar possibilitará, eventualmente, incluir a transgenia (manipulação genética) nos programas de melhoramento da planta. 

“A partir de ferramentas genômicas que estão sendo construídas, da parceria com os programas de melhoramento e da compreensão da fisiologia da cana-de-açúcar, estamos começando a ser capazes de formar redes gênicas e distinguir, por exemplo, genes de Saccharum officinarum dos de Saccharum espontaneum nas variedades cultivadas”, disse Van Sluys.


Fonte(Referências):  

ALISSON, Elton. Cana-de-açúcar poderá ganhar programa de melhoramento genético. 2013. Texto publicado na página da Agência FAPESP. Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/17621>. Acesso em: 08 out. 2013.
 

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